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CLiPER em 36 países

Fonte:  As Beiras

2010/07/06
Empresa da Figueira da Foz assinala hoje 3.º aniversário

CLiPER em 36 países

A entrega do certificado do Sistema Integrado de Gestão da Qualidade integra o programa do 3.º Aniversário da CLiPER Cerâmica, SA.
“Conseguimos nestes três anos melhorar a qualidade do produto e espalhar o nome da empresa pelo mundo fora”, afirma José Carlos Martins na análise ao desempenho da empresa.
Presente em 36 países, a CLiPER regista crescimento positivo em “três anos duros e difíceis”, pelo que o aniversário de hoje tem sabor especial para as empresas envolvidas no projecto da fábrica de cerâmica instalada na zona industrial da Figueira da Foz. “Embora seja o crescimento de quem vem de baixo, não deixa de ser relevante numa altura difícil. É quase como quem faz um corrida e no fim se sente bem. Estamos no princípio da corrida, pelo que estes resultados servem de incentivo”, afirma.
A entrega do certificado do Sistema Integrado de Gestão da Qualidade merece de José Carlos Martins leitura atenta. Sob a máxima “qualidade, neste momento, não é argumento de vendas”, o empresário encara o mercado de um modo particular: “os produtos ou têm qualidade ou não têm. Acima de tudo, é necessário que as pessoas reconheçam a forma como se chega à qualidade”. Conseguir num curto espaço de tempo a certificação de qualidade da empresa é um facto positivo, acrescenta, mas “à medida que o processo foi evoluindo cheguei à conclusão que aplicámos e sistematizámos aquilo que entendemos que é necessário para funcionar no mercado”.
Numa altura em que o Governo indica os bens transaccionáveis como factor essencial no equilíbrio da economia, a CLiPER “produz bens que são comercializados por esse mundo fora”, promovendo a entrada de divisas no nosso país. “Este é outro motivo de satisfação, já que estamos a contribuir para a melhoria da economia nacional”, referiu José Carlos Martins.
Apesar das candidaturas apresentadas ao QREN, a empresa cedo percebeu que, e como afirma o primeiro-ministro, José Sócrates, “o mundo mudou”, o que provocou esforço acrescentado em várias áreas. “Tem sido uma luta com meios próprios, à custa dos conhecimentos que temos e de investimentos a vários níveis, nomeadamente na participação em feiras internacionais de relevo e, muitas vezes, correndo mundo fora atrás dos clientes”, explica.
Da parte do Governo, o presidente do conselho de administração da CLiPER Cerâmica, SA, deseja um “olhar diferente”.
Na prática, as empresas precisam que o Governo “as ajude a vender”, o que significa, segundo José Carlos Martins, o apoio à participação em feiras internacionais e na colocação dos produtos, por exemplo. No caso da CLiPER, a estratégia definida aponta para o “aumento da quota de exportação”, pois “não adianta fazer grandes manobras” no mercado interno, tendo em conta o momento do mercado da construção. “Precisa de duas coisas simples: a reabilitação urbana e a alteração da Lei das Rendas”, sugere, com vista à recuperação. Com a Europa comunitária como prioridade, devido à proximidade, justifica José Carlos Martins, a empresa procurará “crescer de forma sustentada, dando um passo de cada vez”. Para já, o início é prometedor e a CLiPER navega a todo o pano....



 
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